Hoje meu dia foi de museus! Antes, dei uma passadinha no Alter Botanischer Garten. Vi estas flores e lembrei da mãe.
Primeiro museu do dia: Neue Pinakotheke. Amei! Também, tendo pintores impressionistas entre as obras, é difícil eu não gostar. Sempre fico arrepiada em frente de um Monet.
De um Van Gogh.
Depois, a Alte Pinakotheke, com obras mais antigas, como Leonardo Da Vinci.
Fechando a tarde museológica, a Glypothek, que tem um acervo maravilhoso de escultura gregas e romanas.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Tecnologia, coroa e Bier!
Como ontem eu só tinha prova oral na escola ao meio-dia, comecei a minha quinta-feira visitando um museu. O Deutsches Museum, dizem, é o maior do mundo voltado à ciência e à tecnologia. Tem de tudo. Eu confesso que não fiquei muito tempo por lá, pois, para mim, o mais interessante num museu são obras de arte e história. Mas, enfim, como jornalista não paga para entrar, resolvi conferir. O museu é um prato cheio para quem gosta de aviação (lembrei do meu primo Raul), navegação, entre outros.
Prova oral feita (que nervoso!), fui espairecer um pouco com a realeza germânica. Estava um dia lindo de sol e o Schloss Nymphenburg ficou ainda mais bonito... O castelo foi construído em torno de uma casa de campo construída no século XVII. Foi lá que nasceu o rei Ludwig II.
O castelo tem um salão de festas maravilhoso. Que bom que lá não tem que pagar para tirar fotos dentro.
E os jardins são coisa de filme ou de pintura.
Um dos pavilhões que ficam no parque do castelo é o Magdalenenklause. É interessante, pois ele foi construído assim mesmo, para ficar com cara de casa velha. Que ideia!
E, para fechar o dia no estilo alemão, fui conferir a Frühlingsfest, uma espécie de mini Oktoberfest! Muito legal. Música alemã, comida alemã e cerveja alemã! Gente, eles só tinham lá caneca de um litro de chope! Tive que encarar... Aliás, cada vez sou obrigada a aumentar a quota diária de cerveja. Em Berlin, eu conseguia encontrar caneco de 330 ml. Aqui em Munique, o mínimo é de 500 ml. Agora, uma caneca de um litro é até difícil de segurar e levar à boca. Mas é claro que a gente consegue!!!!! Prost!
Prova oral feita (que nervoso!), fui espairecer um pouco com a realeza germânica. Estava um dia lindo de sol e o Schloss Nymphenburg ficou ainda mais bonito... O castelo foi construído em torno de uma casa de campo construída no século XVII. Foi lá que nasceu o rei Ludwig II.
O castelo tem um salão de festas maravilhoso. Que bom que lá não tem que pagar para tirar fotos dentro.
E os jardins são coisa de filme ou de pintura.
Um dos pavilhões que ficam no parque do castelo é o Magdalenenklause. É interessante, pois ele foi construído assim mesmo, para ficar com cara de casa velha. Que ideia!
E, para fechar o dia no estilo alemão, fui conferir a Frühlingsfest, uma espécie de mini Oktoberfest! Muito legal. Música alemã, comida alemã e cerveja alemã! Gente, eles só tinham lá caneca de um litro de chope! Tive que encarar... Aliás, cada vez sou obrigada a aumentar a quota diária de cerveja. Em Berlin, eu conseguia encontrar caneco de 330 ml. Aqui em Munique, o mínimo é de 500 ml. Agora, uma caneca de um litro é até difícil de segurar e levar à boca. Mas é claro que a gente consegue!!!!! Prost!
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Perguntinha
Por que será que aqui na Alemanha o interruptor de luz do banheiro fica do lado de fora?
Munique do alto
Dia de sol e calor aqui em Munique. Sério, acho que tava uns 20 graus. Isso aqui é verão puro. Hoje fui aproveitar o céu aberto para apreciar Munique de cima. Subi até a torre da igreja St Peter. Nossa, a subida foi de matar. Nem contei os degraus e nem sei a altura que subi, mas eu fiquei com a língua de fora ao chegar. Mas valeu a pena. A paisagem de lá é ainda mais bonita do que a da torre da Frauenkirche. Se eu soubesse, teria subido só na St.Peter. Você vê toda a cidade de lá. Maravilhoso.
Depois, fui até a Asamkirche, igreja que foi construída em 1746. No estilo rococó, não existe um só espaço nela que não tenha adorno. Lindíssima.
Para terminar o dia, uma passada no Hofbräuchaus, uma das mais famosas cervejarias do mundo, fundada em 1589 pelo duque Wilhelm V, da Bavária, para seu uso exclusivo. Apenas em 1828 ela foi aberta ao público.
Depois, fui até a Asamkirche, igreja que foi construída em 1746. No estilo rococó, não existe um só espaço nela que não tenha adorno. Lindíssima.
Para terminar o dia, uma passada no Hofbräuchaus, uma das mais famosas cervejarias do mundo, fundada em 1589 pelo duque Wilhelm V, da Bavária, para seu uso exclusivo. Apenas em 1828 ela foi aberta ao público.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Parque que não é só pra inglês ver
Hoje eu passei uma tarde de sol super agradável no Englischer Garten. É um parque enorme, de 3,7 quilômetros quadrados, que fica bem no centro da cidade. Lindo, uma delícia.
A ideia de construir o parque foi de um tal conde Von Rumford, norte-americano que viveu aqui no século XVIII. Acho que daí é que vem nome do local. O parque é de tirar o fôlego de tão bonito. Ah, e também tem vários Biergartens.... Aliás, os Biergartens aqui em Munique são sinalizados em todos os mapas turísticos. Eles e as estações de metrô, trens e ônibus. Viu só a importância da cerveja aqui?
A ideia de construir o parque foi de um tal conde Von Rumford, norte-americano que viveu aqui no século XVIII. Acho que daí é que vem nome do local. O parque é de tirar o fôlego de tão bonito. Ah, e também tem vários Biergartens.... Aliás, os Biergartens aqui em Munique são sinalizados em todos os mapas turísticos. Eles e as estações de metrô, trens e ônibus. Viu só a importância da cerveja aqui?
segunda-feira, 26 de abril de 2010
E por falar em Munique...
.... aqui estou eu... Agora consigo acessar a internet na casa onde estou hospedada. Detalhe, estou bebendo uma Erdinger - êta cerveja boa! - e comendo Brezel. É como os nossos palitinhos da Elma Chips, só que num formato diferente. A dona da casa é também jornalista... Ela faz um programa infantil aqui numa rádio de Munique. Ela mora com dois filhos gêmeos, uma menina e um menino de 14 anos. Tem também mais um rapaz que estuda na mesma escola que eu hospedado aqui. Os alemães, de uma maneira geral, são super educados. Eu achei que em Berlin o povo era mais fechado, mas aqui parecem ser mais alegres e tranquilos. Ainda tenho muito a desvendar em Munique.
Minha primeira impressão é que a paisagem aqui é mesmo aquela bem estereotipada que temos da Alemanha. As casinhas bonitinhas, aquele climinha de Gramado, etc.... Hoje fui dar uma olhadinha na Marienplatz, bem no centro de Munique. O prédio da Neus Rathaus - Nova Prefeitura é fantástico.
E, todos os dias (às 11, 12 e 17 horas), os bonecos mecânicos que ficam na torre do prédio dançam. Uma das danças é a chamada "Dança do Tanoeiro", que foi encenada pela primeira vez no século XVI para animar os cidadãos abalados com a peste negra. Muito legal. O povo para para assistir e aplaude.
Depois, fui conhecer a Frauenkirche, construída no século XV. A igreja, como quase tudo aqui na Alemanha, foi parcialmente destruída durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Ela foi reconstruída e oferece uma visão ótima da cidade de sua torre. Abaixo, dá pra ver Marienplatz.
Dentro da igreja também fica o túmulo do imperador alemão Ludwig IV.
Eu também fui conhecer o Viktualienmarkt, uma feirinha que tem de tudo - flores, frutas e verduras, vinhos, queijos e, claro, Biergartens - os chamados jardins de cerveja. Quer coisa melhor? Prost e até mais!
Minha primeira impressão é que a paisagem aqui é mesmo aquela bem estereotipada que temos da Alemanha. As casinhas bonitinhas, aquele climinha de Gramado, etc.... Hoje fui dar uma olhadinha na Marienplatz, bem no centro de Munique. O prédio da Neus Rathaus - Nova Prefeitura é fantástico.
E, todos os dias (às 11, 12 e 17 horas), os bonecos mecânicos que ficam na torre do prédio dançam. Uma das danças é a chamada "Dança do Tanoeiro", que foi encenada pela primeira vez no século XVI para animar os cidadãos abalados com a peste negra. Muito legal. O povo para para assistir e aplaude.
Depois, fui conhecer a Frauenkirche, construída no século XV. A igreja, como quase tudo aqui na Alemanha, foi parcialmente destruída durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Ela foi reconstruída e oferece uma visão ótima da cidade de sua torre. Abaixo, dá pra ver Marienplatz.
Dentro da igreja também fica o túmulo do imperador alemão Ludwig IV.
Eu também fui conhecer o Viktualienmarkt, uma feirinha que tem de tudo - flores, frutas e verduras, vinhos, queijos e, claro, Biergartens - os chamados jardins de cerveja. Quer coisa melhor? Prost e até mais!
Ainda sobre Berlin 2
Meu último dia em Berlin foi no sábado. Fui conhecer a praça que o berlinenses dizem ser uma das mais bonitas da cidade. É em Gendarmenmarkt. Resolvi posar junto à estátua de Schiller, um dos maiores poetas alemães. Eu e Schiller, que chique, né?
Lá também tive que fazer um close de um dos símbolos de Berlin - o Ampelmann, ou homem semáforo. Na Berlin dividida, esse bonequinho era quem sinalizava a passagem nas ruas da cidade sob o domínio da DDR. Hoje, ainda há muitos sinaleiros da cidade com esses bonequinhos - o verde e também o vermelho. Tem até lojas que vendem artigos para turistas.
Uma observação a respeito de sinaleiros em Berlin. É muito engraçado. Todo pedestre fica parado na calçada esperando até que o homenzinho fique verde. Ninguém passa no vermelho, mesmo que não haja nem vislumbre de carros no horizonte... Quase ninguém, na verdade, uns ou outros - claro que não devem ser berlinenses...
Depois, fui ao Deutsches Historisches Museum. Nem vi o tempo passar lá, de tanta coisa interessante. O museu conta toda a história da Alemanha até hoje. O que mais me prendeu a atenção foi a história da ascensão e queda de Hitler. Totalmente documentada, a exibição mostra como o ditador conseguiu alcançar o poder e impor a sua política extremamente racista e militarista.
Documentos mostram também como começaram as matanças em série, baseadas na alegada "superioridade" da raça ariana. Os primeiros a serem exterminados foram doentes e portadores de deficiências internados em asilos. Algumas instituições receberam câmaras de gás para o extermínio. No museu, listas com os nomes e datas de nascimento dos passageiros de trens e ônibus com destino à morte. Sem palavras para descrever.
O museu exibe ainda farta documentação que descreve a perseguição aos judeus. A partir da invasão à Rússia, no decorrer da Segunda Guerra Mundial, o ditador Hitler começou o que ele chamou de solução final para a questão judia. Milhares e milhares de judeus eram levados para os campos de extermínio. Os que não eram considerados aptos ao trabalho pesado, como mulheres, idosos e crianças, eram encaminhados direto para as câmaras de gás. É horrível ver as fotos das pessoas aguardando a morte sem saber. Os soldados diziam a elas que passariam por duchas. É chocante ver como funcionavam essas verdadeiras indústrias da morte.
A história, todo mundo está cansado de ouvir, mas, ver os detalhes no local onde ela aconteceu provoca um sentimento que é difícil explicar em palavras.
E, por falar em Hitler, este prédio, onde hoje funciona o Ministério das Finanças, foi um dos únicos do poder nazista que resistiu às bombas da Segunda Guerra Mundial. Na época, o local servia de sede para o Ministério da Aeronáutica, responsável por desenvolver e produzir aeronaves usadas nas batalhas.
Lá também tive que fazer um close de um dos símbolos de Berlin - o Ampelmann, ou homem semáforo. Na Berlin dividida, esse bonequinho era quem sinalizava a passagem nas ruas da cidade sob o domínio da DDR. Hoje, ainda há muitos sinaleiros da cidade com esses bonequinhos - o verde e também o vermelho. Tem até lojas que vendem artigos para turistas.
Uma observação a respeito de sinaleiros em Berlin. É muito engraçado. Todo pedestre fica parado na calçada esperando até que o homenzinho fique verde. Ninguém passa no vermelho, mesmo que não haja nem vislumbre de carros no horizonte... Quase ninguém, na verdade, uns ou outros - claro que não devem ser berlinenses...
Depois, fui ao Deutsches Historisches Museum. Nem vi o tempo passar lá, de tanta coisa interessante. O museu conta toda a história da Alemanha até hoje. O que mais me prendeu a atenção foi a história da ascensão e queda de Hitler. Totalmente documentada, a exibição mostra como o ditador conseguiu alcançar o poder e impor a sua política extremamente racista e militarista.
Documentos mostram também como começaram as matanças em série, baseadas na alegada "superioridade" da raça ariana. Os primeiros a serem exterminados foram doentes e portadores de deficiências internados em asilos. Algumas instituições receberam câmaras de gás para o extermínio. No museu, listas com os nomes e datas de nascimento dos passageiros de trens e ônibus com destino à morte. Sem palavras para descrever.
O museu exibe ainda farta documentação que descreve a perseguição aos judeus. A partir da invasão à Rússia, no decorrer da Segunda Guerra Mundial, o ditador Hitler começou o que ele chamou de solução final para a questão judia. Milhares e milhares de judeus eram levados para os campos de extermínio. Os que não eram considerados aptos ao trabalho pesado, como mulheres, idosos e crianças, eram encaminhados direto para as câmaras de gás. É horrível ver as fotos das pessoas aguardando a morte sem saber. Os soldados diziam a elas que passariam por duchas. É chocante ver como funcionavam essas verdadeiras indústrias da morte.
A história, todo mundo está cansado de ouvir, mas, ver os detalhes no local onde ela aconteceu provoca um sentimento que é difícil explicar em palavras.
E, por falar em Hitler, este prédio, onde hoje funciona o Ministério das Finanças, foi um dos únicos do poder nazista que resistiu às bombas da Segunda Guerra Mundial. Na época, o local servia de sede para o Ministério da Aeronáutica, responsável por desenvolver e produzir aeronaves usadas nas batalhas.
Ainda sobre Berlin 1
Primeiro dia em Munique... Depois eu conto como foi. Primeiro, preciso atualizar as informações dos últimos dias de Berlin.
Na última sexta-feira estava um dia lindo e resolvi andar um monte no Tiergarten, o maior parque de Berlin. Ele fica bem no centro da cidade e é enorme, 167 hectares. O espaço servia como local de caça para o grande eleitor Friedrich Wilhelm, no século XVII e virou parque público no século seguinte. O pessoal frequenta bastante para correr, ler e, até, se bronzear. Tinha até gente pelada deitada no parque, dá pra acreditar? Esse é um costume local. O pior é que, apesar do sol forte, tava um vento frio pra danar.
Bem, o parque é maravilhoso. Cheio de árvores, lagos e pontes. Aliás, dizem que Berlin tem mais árvores que Paris e mais pontes que Veneza.
Eu sei que alguém pode perguntar: "cadê a foto do povo pelado?". Eu só tirei uma, e bem de longe para não ficar chato. Daí nem dá pra ver nada... Fica na imaginação de vocês. Mas o cara era tão branquinho que até a luz do sol refletia...
Para fechar o dia de sol radiante, fui fazer um passeio de barco no rio Spree. Valeu muito a pena. É fantástico ver a ilha dos museus (Museumsinsel) e a Catedral (Berliner Dom) do rio.
Além de prédios antigos, também é possível ver outros bem modernos.
Nesse meu penúltimo dia em Berlin, até que me senti um pouco berlinense... Não é que duas pessoas me pediram informações e eu soube responder? Rararara... Alles klar!!!!
Na última sexta-feira estava um dia lindo e resolvi andar um monte no Tiergarten, o maior parque de Berlin. Ele fica bem no centro da cidade e é enorme, 167 hectares. O espaço servia como local de caça para o grande eleitor Friedrich Wilhelm, no século XVII e virou parque público no século seguinte. O pessoal frequenta bastante para correr, ler e, até, se bronzear. Tinha até gente pelada deitada no parque, dá pra acreditar? Esse é um costume local. O pior é que, apesar do sol forte, tava um vento frio pra danar.
Bem, o parque é maravilhoso. Cheio de árvores, lagos e pontes. Aliás, dizem que Berlin tem mais árvores que Paris e mais pontes que Veneza.
Eu sei que alguém pode perguntar: "cadê a foto do povo pelado?". Eu só tirei uma, e bem de longe para não ficar chato. Daí nem dá pra ver nada... Fica na imaginação de vocês. Mas o cara era tão branquinho que até a luz do sol refletia...
Para fechar o dia de sol radiante, fui fazer um passeio de barco no rio Spree. Valeu muito a pena. É fantástico ver a ilha dos museus (Museumsinsel) e a Catedral (Berliner Dom) do rio.
Além de prédios antigos, também é possível ver outros bem modernos.
Nesse meu penúltimo dia em Berlin, até que me senti um pouco berlinense... Não é que duas pessoas me pediram informações e eu soube responder? Rararara... Alles klar!!!!
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Lixo que não é lixo
Mais uma para as coisas engraçadas que vejo aqui em Berlin. Aqui é o que lixo é mesmo reciclado. Vejam só. É preciso até separar o vidro marrom, o verde e o branco!
História
Ontem eu voltei ao Portal de Bradenburg. Disseram que o melhor horário para ver o local era no anoitecer. Fui conferir. É mesmo emocionante. Ainda mais quando a gente fica parada lá olhando e lembrando de tudo de importante na história que aconteceu naquele lugar.
Museu maravilhoso
Fui ontem a um museu fantástico. A Gemäldegalerie, que fica no Kulturforum, uma moderna estrutura. A coleção deles é fantástica. Pintores alemães, holandeses, franceses, italianos desde o século XIV até o XVIII. Fantástico ficar, frente a frente, com um Rubens...
Com um Rembrandt...
Ah, amigos jornalistas. Se vierem para a Alemanha não se esqueçam de fazer a carteirinha internacional. Jornalista aqui não paga para entrar em museu algum. Nenhum euro. Além dos museus, a entrada é também liberada em palácios e castelos. O único lugar que tive que pagar até agora foi no Fernseherturm. Vale a pena.
Com um Rembrandt...
Ah, amigos jornalistas. Se vierem para a Alemanha não se esqueçam de fazer a carteirinha internacional. Jornalista aqui não paga para entrar em museu algum. Nenhum euro. Além dos museus, a entrada é também liberada em palácios e castelos. O único lugar que tive que pagar até agora foi no Fernseherturm. Vale a pena.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Nos trilhos
Duas coisas me chamaram atenção durante as minhas idas e vindas nos metrôs, ônibus e trens de superfície de Berlin. O que dá de gente andando por aí com uma garrafinha de cerveja na mão!!! Muito engraçado! Outra coisa que a minha amiga Alice iria amar: o pessoal anda de metrô acompanhado do cachorro de estimação! Ninguém liga!
Ich lerne Deutsch!!!
Bem, até parece que eu estou aqui só para passear. Ainda nem falei do curso de alemão que eu vim fazer. Está sendo ótimo. As professoras são fantásticas, a didática é maravilhosa. São três horas de aula de segunda a sexta-feira. Num mesmo dia, a gente vê de tudo - gramática, interpretação de texto, vocabulário, conversação... Estou aprendendo um monte. Claro que estar no país ajuda muito. Falar com as pessoas nas ruas é um aprendizado e tanto. Tudo bem que não consigo entender várias coisas. Aliás, tenho duas frases no topo do meu repertório. A primeira é "Entschuldigen Sie" (Desculpe-me) e a segunda, "Ich habe nicht verstanden" (Eu não entendi).
Brrrrrrrr........
Ontem fez um frio horroroso aqui em Berlin. A previsão para a madrugada desta quinta-feira era de 1 grau. Eu não sei quanto fez ontem à tarde, mas o vento estava de matar. Na visita ao Schloss Charlottenburg tive até que adaptar um gorro com a minha echarpe. Estava me sentindo uma turca (tem muito turco aqui em Berlin).
Chegou uma hora que começou a chover pedacinhos de gelo. Imagine, quase que nevou! As gotinhas de gelo abaixo caíram na manga do meu casaco.
Mas tenho que admitir que o frio aqui só é sentido na rua. Dentro dos prédios, das casas e até nos metrôs, tudo é aquecido. Até ontem, estava sentindo menos frio aqui do que em Curitiba. Mas nesta quarta-feira o vento estava insuportável!
Chegou uma hora que começou a chover pedacinhos de gelo. Imagine, quase que nevou! As gotinhas de gelo abaixo caíram na manga do meu casaco.
Mas tenho que admitir que o frio aqui só é sentido na rua. Dentro dos prédios, das casas e até nos metrôs, tudo é aquecido. Até ontem, estava sentindo menos frio aqui do que em Curitiba. Mas nesta quarta-feira o vento estava insuportável!
Mais um palácio
Como mantenho a média de apenas uma cerveja por dia, consigo ainda passear depois da escola. Ontem, fui conhecer o Schloss Charlottenburg, um palácio de verão construído para a mulher de Friedrich III. Muito lindo. Como a construção foi atingida por bombas na Segunda Guerra Mundial, muita coisa teve que ser restaurada. Um dos lugares mais lindos do palácio é um salão de porcelanas. Todas as paredes da peça são recheadas de porcelanas vindas do Oriente. São 2,7 mil peças. Dá para imaginar? Bom, ou vocês terão que imaginar ou então pesquisar na internet. Para tirar fotos dentro do palácio é preciso pagar uma taxa de 3 euros.
Prato do dia
Meu almoço ontem foi farto. Um Schweinbraten (assado de porco) com uma massa de batata e repolho. Uma delícia. A cerveja do dia foi uma Schwarzbier - preta! Sim, pois em Roma faça como os romanos. Na Alemanha, faça como os alemães. Saiu uma pesquisa aqui que mostra que os alemães bebem, em média, uma cerveja por dia. Estou mantendo a média... Hehehe! Que tristeza!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Dia de chegar às lágrimas
Minha terça-feira foi de reflexão e consternação. Fui ao museu judaico (o Jüdisches Museum).

É um ótimo museu, recomendo a todos que visitarem Berlin um dia. Ele conta a história dos judeus desde a formação dessa nação dispersa pelo mundo.
O mais interessante é saber que os judeus foram vítimas de muitas matanças ao longo da história, além do Holocausto. A primeira foi durante as Cruzadas. A segunda, por conta da peste negra, que dizimou grande parte da população europeia na Idade Média. Só que a morte de judeus, nesse episódio, não foi só por conta da doença. Eles foram acusados de terem envenenado poços de água e houve matanças em série. Um horror!
Mais próximo de nós está o Holocausto, comandado por Hitler, que defendia a "superioridade" da raça ariana. O museu traz histórias de vítimas de uma das maiores atrocidades de que se tem notícia. Eu chorei mesmo, sem vergonha. Aliás, além de mim, tinha muita gente fungando em frente aos relatos comoventes de gente como eu, como você, que levava uma vida normal no seu país, na sua casa, no seu trabalho. De repente, nada disso é mais seu. Seus bens são tomados. Você é considerado escória, humilhado e barrado em tudo que é canto. Você é obrigado a deixar tudo de lado e procurar um outro lugar para viver. Não dá para se imaginar nessa situação. É surreal, não há adjetivos suficientes para classificar esse absurdo. Quem não conseguiu fugir da Alemanha, deixando tudo para trás, o que já era horrível, foi mandado para campos de concentração, onde ocorriam verdadeiras carnificinas. A história todo mundo já conhece, mas é arrepiante ver algumas vítimas personificadas, com nomes, histórias e até alguns objetos deixados para trás.
Como é que o homem pode ser tão monstruoso? Como é que o mundo assistiu, por tanto tempo sem fazer nada, ao que se fazia com os judeus na Alemanha nazista?
Uma pena que não deu para tirar fotos de dentro do museu.
Saltando alguns anos na história, também para algo absurdo, fui conferir o maior pedaço do Muro de Berlin que ainda está de pé. É o East Side Gallery, onde foram preservados cerca de dois quilômetros do muro da vergonha. Hoje ele é todo ornamentado com trabalhos de artistas. A maioria fala de paz.
Parece que até um brasileiro está entre os pintores.
Por falar em brasileiros, olha só que eu "encontrei" na fachada de uns prédios a caminho do East Side Gallery? A dupla Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho!
É um ótimo museu, recomendo a todos que visitarem Berlin um dia. Ele conta a história dos judeus desde a formação dessa nação dispersa pelo mundo.
O mais interessante é saber que os judeus foram vítimas de muitas matanças ao longo da história, além do Holocausto. A primeira foi durante as Cruzadas. A segunda, por conta da peste negra, que dizimou grande parte da população europeia na Idade Média. Só que a morte de judeus, nesse episódio, não foi só por conta da doença. Eles foram acusados de terem envenenado poços de água e houve matanças em série. Um horror!
Mais próximo de nós está o Holocausto, comandado por Hitler, que defendia a "superioridade" da raça ariana. O museu traz histórias de vítimas de uma das maiores atrocidades de que se tem notícia. Eu chorei mesmo, sem vergonha. Aliás, além de mim, tinha muita gente fungando em frente aos relatos comoventes de gente como eu, como você, que levava uma vida normal no seu país, na sua casa, no seu trabalho. De repente, nada disso é mais seu. Seus bens são tomados. Você é considerado escória, humilhado e barrado em tudo que é canto. Você é obrigado a deixar tudo de lado e procurar um outro lugar para viver. Não dá para se imaginar nessa situação. É surreal, não há adjetivos suficientes para classificar esse absurdo. Quem não conseguiu fugir da Alemanha, deixando tudo para trás, o que já era horrível, foi mandado para campos de concentração, onde ocorriam verdadeiras carnificinas. A história todo mundo já conhece, mas é arrepiante ver algumas vítimas personificadas, com nomes, histórias e até alguns objetos deixados para trás.
Como é que o homem pode ser tão monstruoso? Como é que o mundo assistiu, por tanto tempo sem fazer nada, ao que se fazia com os judeus na Alemanha nazista?
Uma pena que não deu para tirar fotos de dentro do museu.
Saltando alguns anos na história, também para algo absurdo, fui conferir o maior pedaço do Muro de Berlin que ainda está de pé. É o East Side Gallery, onde foram preservados cerca de dois quilômetros do muro da vergonha. Hoje ele é todo ornamentado com trabalhos de artistas. A maioria fala de paz.
Parece que até um brasileiro está entre os pintores.
Por falar em brasileiros, olha só que eu "encontrei" na fachada de uns prédios a caminho do East Side Gallery? A dupla Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho!
terça-feira, 20 de abril de 2010
Destroços da guerra
E assim chegamos na segunda-feira, onde continuei o tema Segunda Guerra Mundial. Visitei a Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche, igreja destruída em 1945. As ruínas da torre foram mantidas, para recordação das mazelas que uma guerra traz.
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