É um ótimo museu, recomendo a todos que visitarem Berlin um dia. Ele conta a história dos judeus desde a formação dessa nação dispersa pelo mundo.
O mais interessante é saber que os judeus foram vítimas de muitas matanças ao longo da história, além do Holocausto. A primeira foi durante as Cruzadas. A segunda, por conta da peste negra, que dizimou grande parte da população europeia na Idade Média. Só que a morte de judeus, nesse episódio, não foi só por conta da doença. Eles foram acusados de terem envenenado poços de água e houve matanças em série. Um horror!
Mais próximo de nós está o Holocausto, comandado por Hitler, que defendia a "superioridade" da raça ariana. O museu traz histórias de vítimas de uma das maiores atrocidades de que se tem notícia. Eu chorei mesmo, sem vergonha. Aliás, além de mim, tinha muita gente fungando em frente aos relatos comoventes de gente como eu, como você, que levava uma vida normal no seu país, na sua casa, no seu trabalho. De repente, nada disso é mais seu. Seus bens são tomados. Você é considerado escória, humilhado e barrado em tudo que é canto. Você é obrigado a deixar tudo de lado e procurar um outro lugar para viver. Não dá para se imaginar nessa situação. É surreal, não há adjetivos suficientes para classificar esse absurdo. Quem não conseguiu fugir da Alemanha, deixando tudo para trás, o que já era horrível, foi mandado para campos de concentração, onde ocorriam verdadeiras carnificinas. A história todo mundo já conhece, mas é arrepiante ver algumas vítimas personificadas, com nomes, histórias e até alguns objetos deixados para trás.
Como é que o homem pode ser tão monstruoso? Como é que o mundo assistiu, por tanto tempo sem fazer nada, ao que se fazia com os judeus na Alemanha nazista?
Uma pena que não deu para tirar fotos de dentro do museu.
Saltando alguns anos na história, também para algo absurdo, fui conferir o maior pedaço do Muro de Berlin que ainda está de pé. É o East Side Gallery, onde foram preservados cerca de dois quilômetros do muro da vergonha. Hoje ele é todo ornamentado com trabalhos de artistas. A maioria fala de paz.
Parece que até um brasileiro está entre os pintores.
Por falar em brasileiros, olha só que eu "encontrei" na fachada de uns prédios a caminho do East Side Gallery? A dupla Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho!
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