terça-feira, 20 de abril de 2010

Por trás da cortina de ferro

Então, vamos lá. Vou tentar colocar o meu blog em dia.

Sexta-feira foi um dia de relembrar os anos da cortina de ferro. Fui com o pessoal da escola até a prisão usada pela Stasi (a polícia da DDR). É algo indescritível. Não há palavras para traduzir os sentimentos que vêm à tona ao ver o local onde milhares de pessoas foram torturadas e mortas. A visita é guiada e é possível entrar nas celas, nas salas de interrogatório e nos locais onde ocorriam as torturas. Quem assistiu ao filme A vida dos outros (Das Leben der Anderen), vai se lembrar do lugar. É algo meio deprimente, mas, para quem gosta de história, é bem interessante. Isso é uma coisa legal que os alemães fazem. Memoriais que marcam fatos tristes e lamentáveis para, espero, nunca mais se repetirem. Durante o regime da DDR, 91 mil pessoas integravam a Stasi. Mas outras 189 mil espionavam extra-oficialmente. O que quer dizer que qualquer pessoa a sua volta - colega de trabalho, amigo ou até alguém da família - poderia contar à Stasi algo que o comprometesse. Imagine só a tensão.

De lá, fui ao museu da DDR. É bem interessante e interativo. Mostra de uma forma mais leve como era a vida durante os anos de isolamento. Tudo, tudo era ditado pelo governo, até a moda!

Para conseguir comprar um carro lá, era preciso esperar até dez anos. O Trabi era o mais usado e querido pelos alemães do leste.

Também há cômodos de uma casa da época. Parece que a gente entra no filme Adeus Stalin!

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