segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ainda sobre Berlin 2

Meu último dia em Berlin foi no sábado. Fui conhecer a praça que o berlinenses dizem ser uma das mais bonitas da cidade. É em Gendarmenmarkt. Resolvi posar junto à estátua de Schiller, um dos maiores poetas alemães. Eu e Schiller, que chique, né?



Lá também tive que fazer um close de um dos símbolos de Berlin - o Ampelmann, ou homem semáforo. Na Berlin dividida, esse bonequinho era quem sinalizava a passagem nas ruas da cidade sob o domínio da DDR. Hoje, ainda há muitos sinaleiros da cidade com esses bonequinhos - o verde e também o vermelho. Tem até lojas que vendem artigos para turistas.
Uma observação a respeito de sinaleiros em Berlin. É muito engraçado. Todo pedestre fica parado na calçada esperando até que o homenzinho fique verde. Ninguém passa no vermelho, mesmo que não haja nem vislumbre de carros no horizonte... Quase ninguém, na verdade, uns ou outros - claro que não devem ser berlinenses...


Depois, fui ao Deutsches Historisches Museum. Nem vi o tempo passar lá, de tanta coisa interessante. O museu conta toda a história da Alemanha até hoje. O que mais me prendeu a atenção foi a história da ascensão e queda de Hitler. Totalmente documentada, a exibição mostra como o ditador conseguiu alcançar o poder e impor a sua política extremamente racista e militarista.

Documentos mostram também como começaram as matanças em série, baseadas na alegada "superioridade" da raça ariana. Os primeiros a serem exterminados foram doentes e portadores de deficiências internados em asilos. Algumas instituições receberam câmaras de gás para o extermínio. No museu, listas com os nomes e datas de nascimento dos passageiros de trens e ônibus com destino à morte. Sem palavras para descrever.

O museu exibe ainda farta documentação que descreve a perseguição aos judeus. A partir da invasão à Rússia, no decorrer da Segunda Guerra Mundial, o ditador Hitler começou o que ele chamou de solução final para a questão judia. Milhares e milhares de judeus eram levados para os campos de extermínio. Os que não eram considerados aptos ao trabalho pesado, como mulheres, idosos e crianças, eram encaminhados direto para as câmaras de gás. É horrível ver as fotos das pessoas aguardando a morte sem saber. Os soldados diziam a elas que passariam por duchas. É chocante ver como funcionavam essas verdadeiras indústrias da morte.
A história, todo mundo está cansado de ouvir, mas, ver os detalhes no local onde ela aconteceu provoca um sentimento que é difícil explicar em palavras.

E, por falar em Hitler, este prédio, onde hoje funciona o Ministério das Finanças, foi um dos únicos do poder nazista que resistiu às bombas da Segunda Guerra Mundial. Na época, o local servia de sede para o Ministério da Aeronáutica, responsável por desenvolver e produzir aeronaves usadas nas batalhas.

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